Tópico 1: Fisiologia e Anatomia Reprodutiva da Fêmea Bovina
Antes de realizar o exame ultrassonográfico, é fundamental compreender a anatomia da fêmea bovina, composta por estruturas que devem ser identificadas para uma correta interpretação das imagens:
- Vagina
A vagina é o órgão em que o sêmen é depositado quando ocorre a monta natural. Geralmente não é o foco do exame ultrassonográfico reprodutivo, sendo o exame clínico visual a principal forma de observação dessa região.
- Cérvix
A cérvix é uma estrutura cilíndrica de consistência mais dura. É formada por anéis cartilaginosos e camada muscular que funciona como um esfíncter, possui pregas longitudinais que restringem o lúmen fora do estro e tem grande importância para a saúde uterina por evitar a entrada de corpos estranhos e agentes patogênicos. Normalmente não é vista no exame ultrassonográfico, mas deve ser sempre o ponto de partida na palpação retal.
- Corpo e cornos uterinos
O útero bovino é composto por um corpo curto e dois cornos uterinos longos e cilíndricos, encarneirados (curvados para baixo). No exame de ultrassom transretal podem ser visualizados em cortes longitudinais ou transversais, apresentando parede muscular uniforme e camada endometrial interna ecogênica. O tônus do útero também varia de acordo com a fase do ciclo estral em que pode haver ação estrogênica ou progesterônica.
Técnicas de varredura ultrassonográfica
O médico veterinário deve iniciar o exame se guiando pela posição da cérvix e da bexiga. São as estruturas que devem ser identificadas no início para se guiar posteriormente.
O próximo passo é a imagem do corpo do útero movendo a probe cranialmente e lateralmente escaneando todo o corpo do útero.
Crianialmente será identificado a curvatura dos cornos uterinos, nesse momento o médico veterinário deve escanear cada corno uterino individualmente. Importante que todo corno seja escaneado.
- Transversal: o corpo ou corno uterino é cortado em fatias, permitindo análise de simetria, conteúdo e tonicidade.
- No corte transversal, o útero é visualizado como uma estrutura circular ou ovalada, apresentando aspecto de “anel” ou de “roda de carroça”. A parede uterina delimita uma borda mais ecogênica, enquanto o lúmen central apresenta ecogenicidade variável, podendo estar colabado ou conter conteúdo líquido. Observam-se ainda áreas hiperecogênicas correspondentes à mucosa uterina distribuídas perifericamente, intercaladas por regiões anecogênicas que indicam a presença de líquido ou muco no interior do lúmen.
Imagem de ultrassonografia transretal em modo B (escala de cinza), representando um útero bovino em corte transversal.
Na imagem, observa-se a presença de múltiplos cortes transversais do útero e dos cornos uterinos em um mesmo plano ultrassonográfico, permitindo a visualização simultânea dessas estruturas e uma avaliação comparativa mais precisa de suas características morfológicas.
Os cortes transversais apresentam formato arredondado, com aspecto característico de “roda de carroça”, mesclando diferentes tonalidades de cinza: bordas hipoecóicas (mais escuras) circundando o lúmen anecóico (centro totalmente escuro, sem ecos).
Trata-se de um útero não gravídico, cujos cortes evidenciam bordas hipoecóicas ao redor de um centro anecóico — achado compatível com a presença de muco no lúmen uterino.
- Longitudinal:
- No corte longitudinal, o útero bovino não gravídico apresenta-se como uma estrutura tubular alongada, permitindo o rastreamento contínuo do corno uterino desde o corpo do útero até os anexos, além de auxiliar na localização dos ovários direito e esquerdo. As paredes uterinas são visualizadas como linhas paralelas com bordas hiperecogênicas (setas azuis), evidenciando a mucosa endometrial, enquanto o lúmen central apresenta-se hipoecogênico (área vermelha). Em alguns casos, podem ser observadas pequenas áreas anecoicas no interior do lúmen, compatíveis com a presença de muco ou discreto conteúdo líquido. Essa configuração é característica de um útero não gestante, sem alterações estruturais evidentes.
Imagem de ultrassonografia transretal em modo B (escala de cinza), representando um útero bovino em corte longitudinal.
Imagem de ultrassonografia transretal em modo B (escala de cinza), representando um útero bovino em corte longitudinal.
Na imagem, observa-se o corte longitudinal de um útero bovino não gravídico. As bordas hiperecogênicas delimitam a parede uterina, enquanto a região central, de menor ecogenicidade (hipoecogênica), corresponde ao lúmen uterino.
Em determinados momentos, podem ser identificadas pequenas áreas anecoicas no interior do lúmen, indicativas da presença de muco ou discreto conteúdo líquido — achado sem significado patológico quando presente em pequena quantidade.
Imagens de Útero
Imagem de ultrassonografia transretal em modo B (escala de cinza), representando um útero bovino em corte longitudinal.
Na imagem, observam-se as bordas uterinas com traços hiperecogênicos, delimitando a parede do útero. Ao centro, o conteúdo apresenta padrão hipoecogênico, com alguns traços anecóicos entremeados.
Imagem de ultrassonografia transretal em modo B (escala de cinza), representando um útero bovino.
Na imagem, é possível observar todo o útero, contemplando tanto o corte longitudinal quanto cortes transversais.
Os cornos uterinos são visualizados lado a lado em corte transversal, apresentando conteúdo hipoecóico e ausência de líquido, o que indica não gestação.
O contorno uterino apresenta tonalidade hiperecogênica, inclusive na curvatura do útero, com conteúdo interno hipoecóico. Não há conteúdo anecóico, reforçando a ausência de evidências de gestação.
Imagem de ultrassonografia transretal em modo B (escala de cinza), representando um útero bovino.
Na imagem, é possível observar todo o útero, contemplando tanto o corte longitudinal quanto cortes transversais.
Observa-se o contorno uterino em tonalidade hiperecogênica, inclusive na curvatura do útero, com conteúdo interno hipoecóico. Não há conteúdo anecóico, o que reforça a ausência de evidências de gestação.
- Ovários
Localizados próximo à extremidade dos cornos uterinos, os ovários têm formato oval, variando de tamanho de acordo com a fase do ciclo reprodutivo. Durante o ultrassom, é possível visualizar folículos anecogênicos (cheios de fluido) e o corpo lúteo, estrutura mais ecogênica, fundamental para avaliação da ciclicidade.
Imagem de ultrassonografia transretal em modo B (escala de cinza), representando um ovário bovino em corte longitudinal.
O ovário apresenta formato arredondado e levemente alongado. O estroma ovariano exibe conteúdo hipoecogênico, com a presença de vários folículos pequenos e arredondados, de tonalidade anecóica.
Não há presença de estruturas relevantes, como folículo dominante ou corpo lúteo.
Imagem de ultrassonografia transretal em modo B (escala de cinza), representando um ovário bovino em corte longitudinal.
O folículo dominante é visualizado ao exame ultrassonográfico como uma estrutura arredondada, bem delimitada, de conteúdo anecoico (preto), indicando a presença de líquido folicular. Apresenta parede fina e regular, possui diâmetro superior aos demais folículos presentes, com limites nítidos em relação ao estroma ovariano, que se mostra mais ecogênico ao redor.
Imagem de ultrassonografia transretal em modo B (escala de cinza), representando um ovário bovino em corte longitudinal.
O corpo lúteo é identificado como uma estrutura sólida, de formato variável (frequentemente arredondado ou levemente irregular), com ecogenicidade mais elevada em relação ao estroma ovariano adjacente, variando em tonalidades de cinza sem, no entanto, atingir um padrão hiperecoico.
Em alguns casos, pode conter uma cavidade central preenchida por líquido (corpo lúteo cavitário), visível como uma área anecoica no seu interior.
Imagem de ultrassonografia transretal em modo B (escala de cinza), representando um ovário bovino em corte longitudinal.
O corpo lúteo cavitário é identificado como uma estrutura sólida, com ecogenicidade mais elevada em relação ao estroma ovariano.
Internamente, observa-se uma cavidade central de conteúdo anecoico (preto), correspondente ao acúmulo de líquido característico dessa apresentação, que ainda não foi luteinizado.
Imagem de ultrassonografia transretal em modo B (escala de cinza), representando um ovário bovino em corte longitudinal.
Mais uma imagem de corpo lúteo: Arredondado e levemente irregular, hiperecogênico em relação ao estroma ovariano ao redor.
Imagem de ultrassonografia transretal em modo B (escala de cinza), representando um ovário bovino em corte longitudinal.
Ovário com presença de folículo dominante: estrutura arredondada, bem delimitada, de conteúdo anecoico (preto), indicando a presença de líquido folicular. Apresenta parede fina e regular, com limites nítidos em relação ao estroma ovariano adjacente, que se mostra mais ecogênico. O folículo dominante apresenta diâmetro superior aos demais folículos presentes no ovário.
Imagem de ultrassonografia transretal em modo B (escala de cinza), representando um ovário bovino em corte longitudinal.
Mais uma imagem de corpo lúteo: Arredondado e levemente irregular, hiperecogênico em relação ao estroma ovariano ao redor.
Imagem de ultrassonografia transretal em modo B (escala de cinza), representando um ovário bovino em corte longitudinal.
O ovário apresenta formato arredondado e achatado. O estroma ovariano exibe conteúdo hipoecogênico, com a presença de vários folículos pequenos e arredondados, de tonalidade anecóica.
Não há presença de estruturas relevantes, como folículo dominante ou corpo lúteo.
- Fases do Ciclo Estral
De acordo com a fase do ciclo estral em que a fêmea se encontra esses órgãos apresentarão características diferentes.
A ultrassonografia é uma ferramenta extremamente útil para diferenciar o status reprodutivo das vacas. O aspecto do útero e dos ovários varia conforme o animal está em anestro profundo, anestro transitório ou em ciclo estral ativo. A seguir, são descritas as características ultrassonográficas típicas de cada situação:
a) Vaca em anestro profundo
Útero: Útero fino, flácido, com pouco ou nenhum tônus, nota-se ausência de conteúdo uterino e o endométrio aparece como uma linha ecogênica fina e sem atividade funcional.
Ovários: São pequenos e inativos, sem estruturas relevantes como folículos dominantes e corpo lúteo. O aspecto é homogêneo, sólido e hipoecogênico.
Diagnóstico: animal em anestro profundo.
Causas comuns: má nutrição, pós-parto precoce ou falhas de manejo.
Imagem de ultrassonografia transretal em modo B (escala de cinza), representando útero e ovários bovinos.
Nesta imagem, observa-se o útero com boa definição, sendo possível acompanhar o corpo uterino até sua curvatura, assim como os cornos uterinos ao longo de sua extensão. As paredes uterinas apresentam aspecto homogêneo e, ao corte transversal, podem ser visualizadas discretas áreas anecoicas no lúmen, compatíveis com pequena quantidade de muco.
Nos ovários, não se identificam estruturas funcionais relevantes, como folículo dominante ou corpo lúteo, sendo observados apenas múltiplos folículos de pequeno diâmetro distribuídos no estroma ovariano, caracterizando um quadro de inatividade ovariana.
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b) Vaca em anestro transitório
Útero: Apresenta tônus, pois já há uma pequena ação hormonal.
Ovários: apresentam um folículo dominante, mas sem corpo lúteo, pois ainda não houve ovulação. Pode haver crescimento folicular sem ovulação.
Diagnóstico: animal em transição para a ciclicidade.
Causas comuns: má nutrição, pós-parto precoce ou falhas de manejo.
Imagem de ultrassonografia transretal em modo B (escala de cinza), representando útero e ovários bovinos.
Imagem ultrassonográfica de um útero não gestante, mostrando cortes longitudinal e transversal do lúmen uterino. Nota-se ecogenicidade homogênea, sem evidência de vesícula embrionária ou conteúdo intrauterino compatível com gestação. É possível visualizar espessamento do endométrio.
A avaliação ovariana demonstra presença de folículo dominante anecoico e adiversos folículos pequenos que contrastam com o estroma ovariano.
Imagem de ultrassonografia transretal em modo B (escala de cinza), representando útero e ovários bovinos.
Imagem ultrassonográfica de um útero não gestante, mostrando cortes longitudinal e transversal do lúmen uterino. Nota-se ecogenicidade homogênea, sem evidência de vesícula embrionária ou conteúdo intrauterino compatível com gestação.
A avaliação ovariana revela ovário de dimensões reduzidas, apresentando um folículo dominante de pequeno diâmetro, estrutura arredondada, de conteúdo anecoico e parede fina, discretamente destacada em relação às demais estruturas foliculares presentes no estroma. Não há presença de corpo lúteo. Tais achados são compatíveis com anestro transitório, quadro em que já se observa o início da retomada da atividade folicular, ainda sem estabelecimento pleno da ciclicidade ovariana regular.
Imagem de ultrassonografia transretal em modo B (escala de cinza), representando útero e ovários bovinos.
Imagem ultrassonográfica de um útero não gestante, mostrando corte longitudinal do lúmen uterino. Nota-se ecogenicidade homogênea, sem evidência de vesícula embrionária ou conteúdo intrauterino compatível com gestação.
A avaliação ovariana revela assimetria funcional entre os ovários: um deles apresenta um folículo dominante, visualizado como estrutura arredondada, de conteúdo anecoico, parede fina e regular, destacando-se em diâmetro em relação às demais estruturas foliculares. O ovário contralateral, além de possuir menor tamanho, apresenta múltiplos folículos de pequeno diâmetro, distribuídos no estroma ovariano, sem dominância folicular evidente. Não há presença de corpo lúteo em nenhum dos ovários, achados compatíveis com fêmea não gestante em fase de anestro transitório.
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c) Vaca ciclando
Útero: apresenta tônus moderado a alto, dependendo da fase do ciclo estral. O endométrio pode apresentar ecogenicidade variável, com sinais indiretos de ação estrogênica (edema, dobra da mucosa).
Ovários: Ovário está aumentado. Presença de corpo lúteo funcional visível. O CL pode ser sólido ou cavitário, com conteúdo central anecogênico. Estruturas ovarianas são bem delimitadas.
Ciclo estral: ocorre atividade folicular contínua, com fases de crescimento, maturação e regressão luteal
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Imagem de ultrassonografia transretal em modo B (escala de cinza), representando útero e ovários bovinos.
Imagem ultrassonográfica de um útero não gestante, mostrando cortes longitudinal e transversal do lúmen uterino. Nota-se ecogenicidade homogênea, sem evidência de vesícula embrionária ou conteúdo intrauterino compatível com gestação.
A avaliação ovariana demonstra a presença de corpo lúteo funcional, estrutura sólida e bem delimitada em relação ao estroma ovariano adjacente, associada a folículos de pequeno a médio diâmetro em desenvolvimento. Tais achados são compatíveis com fêmea não gestante e ciclando normalmente, evidenciando atividade ovariana cíclica preservada.
- Importância na prática de campo
Entender a posição relativa e aparência das estruturas permite diferenciar fêmeas ciclando, em anestro ou gestantes; detectar patologias como piometra e endometrite, planejar tratamentos, protocolos de inseminação específicos ou descarte estratégico de forma mais eficiente.
Tópico 2: Técnica do Exame Ultrassonográfico
A realização do exame ultrassonográfico reprodutivo em bovinos exige habilidade na manipulação transretal do transdutor, conhecimento anatômico e domínio da formação de imagens em cortes transversais e longitudinais. O exame deve ser realizado com técnica padronizada para garantir uma avaliação completa do aparelho reprodutivo e auxiliar em diagnósticos precisos.
Posicionamento e início do exame
O exame começa com a introdução do braço do operador no reto da vaca, após esvaziamento das fezes e lubrificação adequada. O transdutor, geralmente acoplado a uma luva de palpação com suporte, é posicionado sobre a parede ventral do reto, diretamente sobre o trato reprodutivo.
A sequência mais recomendada para o exame inicia pelo corpo do útero, utilizando cortes longitudinais fazendo a varredura de todo o útero. Em seguida, passa-se à varredura transversal de cada corno uterino até a extremidade, verificando simetria, dilatação e presença de conteúdo.
Avaliação dos ovários
Após a varredura do útero, o operador deve localizar o ovário direito, geralmente em posição ventrolateral ao corno uterino direito. Utiliza-se a imagem transversal para avaliar o volume do ovário, presença de folículos (anecoicos), corpos lúteos (hiperecogênicos) e eventuais estruturas patológicas (cistos principalmente).
Concluída a avaliação do lado direito, repete-se o procedimento do lado esquerdo.
Em vacas não gestantes, espera-se encontrar simetria anatômica e resposta funcional compatível com a fase do ciclo estral.
A alternância entre os modos de imagem garante uma exploração tridimensional completa das estruturas avaliadas.
Dificuldades comuns e recomendações
Algumas vacas, especialmente multíparas, podem apresentar maior profundidade abdominal ou mobilidade uterina reduzida, dificultando a obtenção de imagens nítidas. Nesses casos, uma opção é usar transdutores com menor frequência para maior penetração, além de movimentos lentos e firmes para melhorar a aderência do transdutor à parede intestinal, é muito importante garantir que todo o útero será visualizado para não correr o risco de perder alguma gestação ou patologia.
Tópico 3: Patologias Diagnosticáveis por Ultrassonografia
A ultrassonografia transretal é uma ferramenta valiosa na identificação precoce de alterações patológicas do trato reprodutivo de fêmeas bovinas, permitindo intervenções rápidas e eficazes que reduzem o intervalo entre partos e melhoram os índices reprodutivos do rebanho.
A seguir, estão descritas as principais patologias diagnosticadas com ultrassom:
Cisto folicular
Imagem ultrassonográfica: estrutura anecogênica, com paredes finas e diâmetro geralmente superior a 20 mm, sem presença de corpo lúteo no ovário homolateral.
Imagem de ultrassonografia transretal em modo B (escala de cinza), representando um ovário bovino em corte longitudinal.
Na imagem, observa-se a presença de um cisto folicular, caracterizado por estrutura arredondada, de parede fina e regular, conteúdo anecoico e diâmetro superior a 2,5 cm, sem evidência de tecido luteal em sua parede — achado compatível com estrutura cística não luteinizada.
Adicionalmente, nota-se a presença de um cisto luteinico, com parede espessada e ecogenicidade mais elevada em relação ao estroma ovariano adjacente, circundando uma cavidade central de conteúdo anecoico. Essa estrutura corresponde a uma luteinização de cisto folicular pré-existente, processo compatível com resposta a tratamento hormonal — a espessura da parede luteal e a ecogenicidade mais elevada em relação à cavidade central diferenciam essa estrutura do cisto folicular não tratado, confirmando função luteal estabelecida.
Conduta: administração de GnRH ou análogos para indução da luteinização ou ovulação. Pode ser seguido de aplicação de PGF₂α se houver luteinização.
Cisto luteínico
Imagem ultrassonográfica: massa ovalada com conteúdo ecogênico misto, geralmente espesso; parede mais espessa que o cisto folicular. Pode haver vascularização periférica visível no Doppler.
Conduta: tratamento com prostaglandina (PGF₂α), visando a lise do tecido luteal.
Metrite Puerperal
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