Tópico 1 – Introdução
A ultrassonografia reprodutiva tem se consolidado como uma ferramenta estratégica no manejo de novilhas, tanto em sistemas de corte quanto de leite. Seu uso vai além da simples detecção de prenhez, permitindo avaliar a maturidade sexual, acompanhar o desenvolvimento uterino e ovariano, classificar fêmeas quanto à ciclicidade e planejar intervenções com protocolos hormonais quando preciso.
Tópico 2 – Rotina das Novilhas
O critério mais utilizado para definição do início da vida reprodutiva é o peso vivo. Novilhas devem atingir entre 55% e 60% do peso adulto da raça antes de serem submetidas à primeira inseminação artificial (IA).
- Holandês: inseminar a partir de 330–350 kg.
- Jersey: a partir de 250–280 kg.
- Raças zebuínas leiteiras: entre 280 e 320 kg.
- Raças de corte: a partir de 280–300 kg
Além disso, é recomendado um escore de condição corporal (ECC) entre 2,75 e 3,5, com boa cobertura de costelas e garupa, evitando extremos que possam comprometer a fertilidade.
Nesse momento, deve-se realizar a ultrassonografia com o objetivo de determinar se a novilha já está na puberdade ou não e, caso necessário, fazer uso de um protocolo de indução de puberdade.
Ultimamente, muitos trabalhos vêm mostrando a possibilidade de seleção de fêmeas de raças zebuínas de corte e de leite que entram em reprodução na faixa de 280 a 300 kg de peso vivo e 16 meses de idade, encurtando a recria em quase um ano.
Achados Ultrassonográficos em Novilhas Pré-Púberes
Útero: Útero pequeno (Diâmetro pequeno), fino e flácido. Sem tonicidade à palpação transretal. A ecogenicidade uterina homogênea e baixa. Os dois cornos uterinos apresentam mesmo padrão, sem assimetria evidente.
Ovários: Pequenos e inativos, sem estruturas relevantes como folículos dominantes e corpo lúteo.
Diagnóstico: Animal pré-púbere.
Conduta: Escolher um protocolo de indução de ciclicidade, desde que a novilha tenha chegado ao peso e idade exigidos da raça.
VÍDEO 47: Imagem ultrassonográfica transretal em Modo B de novilha pré-púbere
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IMAGEM 11: Protocolo de Indução de Ciclicidade para Novilhas (pré-púberes ou em anestro).
D-10 (pré-tratamento): Aplicação de P4 injetável (150mg) — tem como objetivo “desbloquear” a hipersensibilidade hipotalâmica ao estradiol, comum em novilhas que ainda não ciclaram. Essa pré-exposição à progesterona regula os receptores hipotalâmicos, preparando o eixo reprodutivo para responder adequadamente ao protocolo hormonal que se inicia 10 dias depois.
D0 (início do protocolo): Aplicação simultânea de Benzoato de Estradiol (BE) 2mg + inserção do implante de P4 (0,5g). O BE sincroniza a emergência de uma nova onda folicular, enquanto o implante mantém a progesterona circulante elevada, suprimindo o pico de LH e permitindo o crescimento controlado do folículo dominante.
D8 (retirada do implante + segunda etapa hormonal): Remoção do implante de P4, associada a três aplicações simultâneas:
- PGF (Prostaglandina) 500µg — promove luteólise, caso haja corpo lúteo presente
- ECP (Cipionato de Estradiol) 0,6mg — indutor de ovulação de ação mais prolongada, adequado para o intervalo até a IATF
- eCG (Gonadotrofina Coriônica Equina) 200UI — estimula o crescimento final do folículo dominante e potencializa a ovulação, especialmente importante em novilhas com menor reserva folicular
D10: Realização da IATF (Inseminação Artificial em Tempo Fixo).
IMAGEM 12: Protocolo de Indução de Ciclicidade para Novilhas (pré-púberes ou em anestro).
D-10 (pré-tratamento): Aplicação de P4 injetável (150mg) — promove o “desbloqueio” da hipersensibilidade hipotalâmica ao estradiol, comum em novilhas ainda não púberes. Essa pré-exposição à progesterona regula os receptores hipotalâmicos, preparando o eixo reprodutivo para responder adequadamente à etapa hormonal seguinte.
D0 (início do protocolo): Aplicação simultânea de Benzoato de Estradiol (BE) 2mg + inserção do implante de P4 (0,5g). O BE sincroniza a emergência de uma nova onda folicular, enquanto o implante mantém a progesterona circulante elevada, suprimindo o pico de LH e permitindo o crescimento controlado do folículo dominante.
D9 (retirada do implante + segunda etapa hormonal): Remoção do implante de P4, associada a três aplicações simultâneas:
- PGF (Prostaglandina) 500µg — promove luteólise, caso haja corpo lúteo presente
- ECP (Cipionato de Estradiol) 0,6mg — indutor de ovulação de ação mais prolongada, compatível com o intervalo até a IATF
- eCG (Gonadotrofina Coriônica Equina) 200UI — estimula o crescimento final do folículo dominante, potencializando a ovulação em novilhas com menor reserva folicular
D11: Realização da IATF (Inseminação Artificial em Tempo Fixo).
Achados Ultrassonográficos em Novilhas Ciclando
Útero: Útero com maior tamanho e tônus.
Ovários: Pelo menos um dos ovários já tem o tamanho normal e com presença de um corpo lúteo.
Diagnóstico: Animal ciclando.
Conduta: Escolher um protocolo para novilhas ciclando, observar doses que são diferentes.
VÍDEO 48: Imagem ultrassonográfica transretal em Modo B de novilha ciclando representando útero e ovários de uma novilha contendo corpo lúteo.
Imagem ultrassonográfica de um útero não gestante, de dimensões reduzidas, compatível com fêmea nulípara, mostrando cortes longitudinal e transversal do lúmen uterino. Nota-se ecogenicidade homogênea, sem evidência de vesícula embrionária ou conteúdo intrauterino compatível com gestação.
A avaliação ovariana demonstra a presença de corpo lúteo funcional, estrutura sólida e bem delimitada em relação ao estroma ovariano adjacente, associada a folículos de pequeno a médio diâmetro em desenvolvimento. Tais achados são compatíveis com fêmea não gestante e ciclando normalmente, evidenciando atividade ovariana cíclica preservada.
VÍDEO 49: Imagem ultrassonográfica transretal em Modo B de novilha ciclando representando útero e ovários de uma novilha contendo corpo lúteo.
Imagem ultrassonográfica de um útero não gestante, de dimensões reduzidas, compatível com fêmea nulípara, mostrando cortes longitudinal e transversal do lúmen uterino. Nota-se ecogenicidade homogênea, sem evidência de vesícula embrionária ou conteúdo intrauterino compatível com gestação.
A avaliação ovariana demonstra a presença de dois corpos lúteos cavitários no mesmo ovário, também observa-se folículos de pequeno a médio diâmetro em desenvolvimento. Tais achados são compatíveis com fêmea não gestante e ciclando normalmente, evidenciando atividade ovariana cíclica preservada.
IMAGEM 13: Protocolo de IATF para Novilhas (9 dias de permanência do implante).
D0 (início do protocolo): Aplicação simultânea de Benzoato de Estradiol (BE) 2mg + inserção do implante de P4 (0,5g). O BE sincroniza a emergência de uma nova onda folicular, enquanto o implante mantém a progesterona circulante elevada, suprimindo o pico de LH e permitindo o crescimento controlado do folículo dominante.
D9 (retirada do implante + segunda etapa hormonal): Remoção do implante de P4, associada a três aplicações simultâneas:
- PGF (Prostaglandina) 500µg — promove luteólise, caso haja corpo lúteo presente
- ECP (Cipionato de Estradiol) 0,6mg — indutor de ovulação de ação mais prolongada, compatível com o intervalo até a IATF
- eCG (Gonadotrofina Coriônica Equina) 200UI — estimula o crescimento final do folículo dominante, potencializando a ovulação
D11: Realização da IATF.
IMAGEM 14: Protocolo de IATF para Novilhas (8 dias de permanência do implante).
D0 (início do protocolo): Aplicação simultânea de Benzoato de Estradiol (BE) 2mg + inserção do implante de P4 (0,5g), sincronizando a emergência de uma nova onda folicular e mantendo a progesterona circulante elevada durante o crescimento do folículo dominante.
D8 (retirada do implante + segunda etapa hormonal): Remoção do implante de P4, associada a três aplicações simultâneas:
- PGF (Prostaglandina) 500µg — promove luteólise, caso haja corpo lúteo presente
- ECP (Cipionato de Estradiol) 0,6mg — indutor de ovulação
- eCG (Gonadotrofina Coriônica Equina) 200UI — estimula o crescimento final do folículo dominante
D10: Realização da IATF.